domingo, 2 de janeiro de 2011

Avião com 50 ocupantes derrapa na pista e fecha o Leite Lopes

Aeronave da Passaredo derrapou com a pista escorregadia e parou na grama; ninguém se feriu



Um avião da Passaredo Linhas  Aéreas fretado pela CVC, que vinha de Maceió com destino a Ribeirão Preto, derrapou durante a aterrissagem, ultrapassou os limites da pista e pousou no gramado do Aeroporto Leite Lopes, neste sábado (1), às 16h50.
Segundo a assessoria de imprensa da Passaredo, a aeronave ficou 15 metros distante da cabeceira da pista e a cerca de 200 metros da avenida Thomaz Alberto Whately.
A aeronave do voo 9802 teria enfrentado dificuldades porque chovia durante o pouso. Os 50 passageiros que estavam a bordo passam bem e a aeronave não apresenta nenhum dano.
Devido ao incidente, a administração do aeroporto teve de interditar a pista temporariamente até que a aeronave fosse retirada, mas a operação exigiu que se esvaziassem os tanques de combustível e que o solo fosse preparado para o avião ser puxado. Até as 20h30, a pista continuava fechada para decolagens e pousos.
A assistente social Tarsila Pires de Carvalho, 26 anos, estava na primeira fila da aeronave acidentada. Ela foi passear na capital de Alagoas com sua mãe e o filho de um ano e meio. "Eles falaram que iriam pousar o avião e a gente não percebeu o que estava acontecendo, mas de repente começou a fazer muito barulho, a aeronave começou a tremer muito e foi aquele desespero geral", contou.
Tarsila diz que, no desespero, acabou esquecendo a cadeira de bebê de seu filho ao descer do avião. "A gente viu que estava parado em cima da grama e minha mãe, que é deficiente,  ficou mais desesperada ainda, porque falaram que ela teria que descer na lama."
Ela relata que bombeiros ajudaram sua mãe. "Ainda bem que a gente viu que estava todo mundo bem e tudo ficou mais tranquilo. Mas foi um susto", admitiu Tarsila.
Voos tiveram de ser cancelados,  irritando pessoas
O acidente com o avião da Passaredo resultou no cancelamento de quatro voos neste sábado (1), três que sairiam de Ribeirão e outro de São Paulo para cá.
Fioravante Augusto da Silva afirma que esperou desde o meio-dia o seu embarque para São Paulo, mas por problemas de remanejamento de bagagem da TAM, seu voo atrasou e depois não pôde sair devido ao acidente. "Se o voo não tivesse atrasado, nós teríamos partido antes e não estaríamos aqui", reclamou.
Os passageiros que não tinham onde se hospedar foram deslocados para hotéis da cidade.
Até o fechamento desta edição, o Daesp (Departamento de Aviação Civil de São Paulo) ainda não sabia quando a pista seria liberada, o que poderia resultar em outros cancelamentos. O órgão afirma que a pista do aeroporto tem sistema de drenagem para evitar água acumulada.
A Passaredo disse que investiga com a CENIPA, órgão competente, as causas do acidente.

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Avião que derrapou no Leite Lopes estava ‘em dia’, afirma empresa

Laudo sobre o acidente deve sair em até 180 dias, afirma órgão responsável da Aeronáutica

O laudo técnico com as causas do acidente envolvendo o avião da Passaredo Linhas Aéreas, que derrapou na pista e foi parar no gramado do Aeroporto Leite Lopes, neste sábado (1), deverá sair em 180 dias.
O acidente, que ocorreu às 16h50, provocou o cancelamento de quatro voos e manteve o aeroporto fechado, segundo o Daesp, até pouco antes das 21h. A aeronave vinha de Maceió (AL) e ficou a 15 metros da pista depois da derrapagem. Chovia na hora do acidente.
A assessoria de imprensa da Passaredo informou que a empresa não vai se pronunciar ou divulgar os  nomes dos dois comandantes que estavam na cabine, até que saia o laudo. Segundo a assessoria, a aeronave era sempre revisada e estava em condições perfeitas, tendo sido vistoriada e liberada pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil).
Segundo o Centro de Comunicação Social da Aeronáutica, os trabalhos de investigação estão a cargo do 4º Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa 4), órgão subordinado ao Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), do Ministério da Defesa.
O tenente Nishimori, do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica, afirmou que a investigação do acidente está em estágio inicial. "Nestes casos, a Aeronáutica não aponta culpados, apenas detecta quais foram os fatores contribuintes da ocorrência."
Nishimori também admitiu que não existe linha de investigação definida.

Condições
O Daesp (Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo) afirmou que a pista do Leite Lopes tem sistema de drenagem para evitar água acumulada.
Por outro lado, o aeroporto não tem um sistema de aproximação por instrumentos chamado ILS (sigla de Instrument Landing System), que dá uma orientação precisa ao avião que esteja pousando baseado na transmissão de sinais de rádio que são recebidos, processados e apresentados nos instrumentos de bordo.

Em 98, acidente matou duas pessoas
O mais trágico acidente aéreo, na história do Leite Lopes, foi registrado em 1998 e matou duas pessoas. Um Learjet em treinamento, com  dois tripulantes e um aluno, caiu durante uma tentativa de arremetida - procedimento adotado pelo piloto para ganhar altitude novamente após um pouso defeituoso  ou quando se percebe situação de perigo logo ao tocar na pista. 
O aparelho vinha de Franca, onde os ocupantes tinham feito uma arremetida perfeita. Mas, em Ribeirão, a operação foi malsucedida. O aluno, ao tocar o chão, perdeu o controle do avião, que atingiu um caminhão, estacionado ao longo da pista, na cerca do aeroporto. Na batida, o caminhoneiro que presenciava o pouso morreu. O avião caiu em seguida e pegou fogo, matando um tripulante.

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